
Existem hoje no Brasil cerca de 300 Santas Casas. Todas necessitam, com urgência, de amparo oficial. Apesar da sua importância no sistema nacional de saúde, não recebem do governo recursos compatíveis com a dimensão e a importância das suas atividades. Não fosse a dedicação dos irmãos, dos provedores, dos médicos, enfermeiros, abnegados assistentes sociais e funcionários administrativos, as Santas Casas, há muito, não existiriam.
Por filosofia, os hospitais beneficentes destinam-se a atender preferencialmente indigentes e as camadas mais pobres da população. Em tese, as despesas seriam cobertas pelos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) e, eventualmente, pelas rendas auferidas com serviços médico-hospitalares prestados a particulares. Entretanto, é uma equação que não fecha, como se constata ao se comparar o custo de alguns procedimentos comuns com a tabela de pagamentos do SUS. Na média, de cada R$ 100 gastos para atender um paciente, os hospitais são remunerados pela União com cerca de R$ 60.
Destinar às Santas Casas os recursos necessários para que continuem a missão assistencial que vêm exercendo desde o Brasil Colônia, remunerá-las pelo justo e merecido valor dos procedimentos efetuados é uma ótima oportunidade para o governo resgatar os seus compromissos com os necessitados.
As Santas Casas não são meras prestadoras de serviço ao SUS. Muito mais do que isso, elas são um dos pilares da distribuição de justiça social, que define a Saúde como dever do Estado e Direito do cidadão.
A Diretoria
Nenhum comentário:
Postar um comentário