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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Igualdade quando????

Apesar de ter diminuído nos últimos anos, ainda persiste a desigualdade entre homens e mulheres no que diz respeito ao valor dos salários. Projeção do BNDES revela que somente em 75 anos essa diferença terminará. É tempo demais!!!!

Participação das Mulheres...

No Brasil, segundo o IBGE as mulheres constituem a maioria da população brasileira. Dos 169.799.170 brasileiros, 50,78% são mulheres e 49,22% são homens. Entretanto, ainda segundo o instituto, as mulheres são minoria no mercado de trabalho (44,3% de participação feminina e 55,7% de participação masculina).

No Brasil do trabalho, segundo a OIT, de cada 10 cargos executivos existentes nas grandes empresas, apenas um é ocupado por mulheres. No nível de gerência, dois cargos são das mulheres e oito dos homens. Nas chefias, as mulheres são três e os homens, sete. As mulheres também estão em menor número no chão das fábricas e nos cargos funcionais
e administrativos: 3,5 contra 6,5.

No Brasil sindical de cada 100 brasileiros sindicalizados, pouco mais de 36 são mulheres. Pesquisa do IBGE indica que esta baixa participação acontece tanto na composição do quadro associativo, quanto nas diretorias sindicais. Mesmo quando estão presentes nas diretorias, as mulheres geralmente não ocupam os cargos considerados mais importantes, que são: presidência, secretaria geral e tesouraria.

No Brasil político, somente em 1932 as mulheres conquistaram o direito de votar e de se candidatar. De lá para cá, houve uma evolução tanto democrática quanto populacional. Hoje as mulheres são maioria no eleitorado e minoria em cargos de poder.

A discussão em torno da participação das mulheres, nos segmentos político e sindical do país, requer um debate franco e claro no que se refere ao poder. Requer a adoção de medidas compensatórias que estimulem, garantam condições práticas, preparem e produzam mudanças mais radicais nas estruturas de poder e que busquem desafiar os atuais modelos de representação e participação, já que o reconhecimento das diferenças é fundamental para a conquista da igualdade entre homens e mulheres. Garantir a presença e a participação das mulheres requer o estabelecimento de condições favoráveis como creches, horários de reuniões compatíveis com a existência da dupla jornada de trabalho e as responsabilidades familiares.

Vale lembrar que ao aumentar de maneira efetiva a influência da mulher em todos os níveis da sociedade organizada, aumentam as possibilidades de mudança em direção à igualdade entre os gêneros, assim como fica mais curto o caminho para uma sociedade justa e democrática.

A Diretoria
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