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sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

"Isto é uma vergonha"

O aumento salarial que os deputados federais e senadores aprovaram para si próprios é uma vergonha para todos os cidadãos brasileiros. Enquanto o aumento foi tratado com a máxima urgência, as negociações para aumentar o salário mínimo em míseros R$ 15, R$ 25 ou R$ 70, como reivindicam os trabalhadores e aposentados, caminham a passo de tartaruga por total falta de vontade e sensibilidade dos nossos governantes e políticos para as reais necessidades da população brasileira.
A Diretoria

Terra da Uva

Jundiaí, a Terra da Uva, comemora 351 anos! Há 20 anos, Jundiaí era sinônimo de cidade operária, mas, ao longo dos últimos anos a cidade cresceu e vem acumulando diversas vantagens logísticas. Esses benefícios se revertem em números positivos: hoje a cidade contabiliza um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 6,2 bilhões. A quantia representa uma renda per capita de R$ 18,1 mil, número bem superior à média brasileira, que é de R$ 8,6 mil. Parabéns a todos que colaboram para o progresso de nossa cidade!
A Diretoria

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Olho Vivo!

As 37 câmeras de monitoramento do projeto Olho Vivo já estão sendo instaladas em pontos estratégicos de Jundiaí. Os aparelhos irão monitorar o movimento na cidade 24 horas. O projeto é uma estratégia para aumentar a segurança de Jundiaí. Tomara que dê certo!

A Diretoria

Exorbitância!

Quando militava na oposição, Lula criticava acidamente o presidente da República da época pelo fato de o Brasil possuir um dos menores salários mínimos da América Latina, menor que o do paupérrimo Paraguai ou dos vizinhos Argentina, Chile, Uruguai e Venezuela. Segundo o sindicalista, o salário mínimo deveria ser de, pelo menos, US$ 500 – valor suficiente para a manutenção de uma família, cobrindo com decência gastos com alimentação, moradia, educação, saúde, transporte, vestuário, higiene, previdência e lazer.

Finalmente eleito em 2002 com a promessa de dobrar o valor do salário mínimo, Lula não conseguiu cumprir o prometido, já que o salário de R$ 230,00 na época da posse aumentou para R$ 240,00 em 2003, para R$ 260,00 em 2004 e R$ 300,00 em 2005. Neste ano eleitoral, o salário mínimo chegou aos R$ 350,00 e, reeleito, o presidente Lula agora pretende segurar o ritmo do reajuste de forma que o mínimo para 2007 não passe de R$ 367,00.

Enquanto isso, os parlamentares aliados ao presidente são liberados pelo governo para votar a favor de um aumento de 30% nos seus próprios salários, percentual que elevaria os vencimentos dos atuais R$ 12.847,00 para R$ 16.700,00 a partir de janeiro de 2007. Não satisfeitos, entretanto, eles desejam mais e estão em campanha para equiparar seus salários aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que é de R$ 24.500,00, ou seja, um aumento de 91%. Para exercitar-se nas votações em plenário, estes mesmos deputados vetaram um reajuste de 16,67% para aposentados e pensionistas.

Paralelamente, o poder judiciário, através dos integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP vem auxiliar nossos deputados em sua demanda, aprovando proposta de resolução que equipara o teto salarial dos integrantes dos Ministérios Públicos Estaduais (hoje, em R$ 22.111) ao valor máximo pago aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), de R$ 24.500,00.

Só resta saber qual burra será aberta para cobrir os bilhões que serão necessários para pagar tantos aumentos e se deste mesmo cofre será possível tirar mais algum para que o ínfimo mínimo concedido ao trabalhador possa alcançar o exorbitante valor de R$ 420,00.

A Diretoria

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Por um Mínimo Melhor!

Uma série de manifestações está marcada para acontecer no dia 29/12, para reivindicar aumento do salário mínimo para R$420,00. As manifestações vão ocorrer em todas as capitais do Brasil, convocadas pelas centrais sindicais do país. No dia 6/12 haverá uma manifestação nacional, em Brasília.
A Diretoria

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Congresso Sindical - CGTB - 13/14-Dez-2006

O momento político em que o Brasil vive – de acirramento na luta pelo aprofundamento das mudanças que o país precisa – demonstra que a organização e a unidade dos trabalhadores são fatores fundamentais para sustentar a construção de um país mais justo, com trabalho e desenvolvimento. Neste contexto, a questão central a ser debatida no Congresso da CGTB é a legalização das centrais sindicais. A central sindical é, sem dúvida, a forma mais avançada de organização da classe trabalhadora; fortalecê-la é uma importante tarefa para todos nós.
A Diretoria

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Dia da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra parou muitos municípios brasileiros. Mas apesar de não ter sido instituído como feriado em Jundiaí, tem seu valor lembrado entre a população e instituições como o Zama, o clube 28 de setembro e a Secretaria de Recursos Humanos. Comemorado em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra remete a reflexões, reivindicações e justificativas a respeito da situação do negro no país.
A Diretoria

Ao Pé da Paineira!

A história do nascimento de Jesus, que estava meio esquecida das decorações natalinas, ganhou destaque no Shopping Paineiras, em Jundiaí. O presépio foi montado ao pé da paineira, na praça central. Os enfeites, luzes, a casa e a fábrica do Papai Noel completam o cenário (Jornal de Jundiaí). Mais uma boa idéia para alegrar o clima do Natal!
A Diretoria

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Quebrando Grilhões!

As Nações Unidas definem violência contra a mulher como: "Qualquer ato de violência baseado na diferença de gênero, que resulte em sofrimentos e danos físicos, sexuais e psicológicos da mulher; inclusive ameaças de tais atos, coerção e privação da liberdade seja na vida pública ou privada".

O artigo 2 da Declaração das Nações Unidas mostra que a definição da violência contra as mulheres deve incluir o espancamento conjugal, o abuso sexual de meninas, a violência relacionada a questões de dotes, o estupro, inclusive o estupro conjugal e outras práticas tradicionais prejudiciais à mulher, tais como a mutilação genital feminina (MGF). Também incluem a violência não conjugal, o assédio e intimidação sexual no trabalho e na escola, o tráfico de mulheres, a prostituição forçada e a violência perpetrada ou tolerada por certos governos, como é o caso do estupro em situações de guerra.

A violência contra as mulheres é hoje o tipo mais comum de abuso contra os direitos humanos no mundo, apesar de ser também o menos reconhecido. É também um problema grave de saúde, que desgasta a energia da mulher, comprometendo sua saúde física e corroendo sua auto-estima. Apesar disso, a maioria das sociedades do mundo tem instituições sociais que legalizam, obscurecem ou negam este tipo de abuso. Os mesmos atos que seriam punidos se praticados contra um empregador, vizinho ou conhecido, com freqüência permanecem impunes quando cometidos contra as mulheres, especialmente dentro de uma mesma família.

A violência contra a mulher também pode ser institucional, ou seja quando os serviços oferecidos por uma instituição e sistemas públicos são prestados em condições inadequadas resultando em danos físicos e psicológicos para a mulher (por exemplo: longas esperas para receber tratamento, intimidação, mal trato verbal, ameaças e falta de medicamentos).

Por tudo isso, o dia 25 de novembro é uma oportunidade para refletirmos sobre esse assunto tão grave. Achamos que isso acontece só com a vizinha, mas a violência contra a mulher está acontecendo dentro de todas as famílias. Um terço das brasileiras sofre agressões dentro do lar. O número é assustador. E a agressão contra as fêmeas é absolutamente democrática: atinge todas as classes sociais. A cada 15 minutos, no Estado de São Paulo, uma mulher é espancada e a cada 12 uma é ameaçada.

Ser saco-de-pancada não combina com a mulher guerreira que vem quebrando um a um os grilhões da discriminação, restaurando seus direitos de cidadã, expandindo sua capacidade intelectual restringida e reconquistando seu verdadeiro valor, tão diminuído e desprezado, através de uma herança cultural machista que precisa ser apagada de nossos inconscientes para que possamos, homens e mulheres, viver em relativa harmonia, criando os filhos com amor, sem neuroses e construindo assim, dia a dia, um mundo melhor do que este (tão violento) em que vivemos hoje.

A Diretoria

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Afinal... somos racistas ou não?

Nos últimos 32 anos temos comemorado em 20 de novembro, o Dia Nacional da Consciência Negra, uma data para nos lembrarmos da intensa luta travada pelos negros, em busca da liberdade e plena cidadania, no Brasil. Durante muitos anos temos nos perguntado: somos racistas ou não? Esta questão vem gerando uma discussão que se arrasta desde a chegada do primeiro negro escravo. Muito já foi teorizado por grupos divididos entre os que vêem uma democracia racial no Brasil e os que acusam o país de ainda estar longe de oferecer aos negros direitos iguais aos dos brancos.

Passado mais de um século da abolição, a democracia racial não passa de um mito confirmado nas estatísticas (muitas delas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE): a maioria dos desempregados são negros; o mercado de trabalho é ocupado estrita e massivamente por brancos; também são os brancos que têm mais possibilidades de acesso às universidades.

Os negros continuam enfrentando uma pesada carga: 350 anos de escravismo, enorme preconceito contra sua raça, não reconhecimento deste preconceito. Em um país onde o desemprego faz parte do cotidiano das pessoas e as relações entre o Estado e as camadas sociais mais pobres não são satisfatórias, a crise racial mantém um vínculo direto com a miséria e o descaso.

Assim, hoje, pouco menos da metade dos brasileiros são negros ou pardos, mas, entre os pobres, os negros somam mais de 60%. Além disso, quanto mais pobres, mais negros são os brasileiros. No grupo dos mais pobres, oito em cada dez são negros. No outro extremo da pirâmide, a situação se inverte: apenas um negro a cada dez integra a faixa dos mais ricos. Detalhe: negros ricos são menos ricos do que os brancos ricos.
Enquanto os negros tentam organizar-se para defender seus direitos de cidadão, os brancos, começam a perceber que o racismo não faz mal apenas a negros e negras, mas também a toda a sociedade.

É oportuno lembrar que o Estado Brasileiro comprometeu-se a empregar os esforços necessários para reduzir o abismo social causado pela discriminação racial histórica no país, em cumprimento aos tratados e convenções internacionais dos quais o Brasil é signatário e que incluem ações afirmativas como instrumento de ação legítima contra a chaga do racismo. Precisamos descobrir caminhos para colocar em prática um projeto modernizador e democrático para o Brasil que inclua brancos, negros e miscigenados. Enquanto isso não ocorrer, somos racistas, sim e o 20 de novembro está aí para nos lembrar disso.

A Diretoria

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Nuvens Negras

As nuvens negras que se formam no horizonte são motivo de aflição para milhares de pessoas que moram em áreas de risco de Jundiaí e região. A Defesa Civil de Jundiaí está promovendo palestras informativas para a população na tentativa de conscientizar os cidadãos e tentar minimizar as possíveis enchentes e deslizamentos nos bairros São Camilo, Jardim Tamoio, Parque Shangai e Sorocabana. Para essa população, só resta rezar e esperar. (Jornal de Jundiaí)

Todos os anos as chuvas trazem o mesmo problema: as enchentes, resultando milhares de desabrigados, danos materiais dos mais variados e o que é mais grave, algumas mortes. Como se sabe os maiores prejudicados são as pessoas pobres da periferia que não possuem condições seguras e ideais de moradia, estando a mercê das precárias condições urbanísticas da cidade.

A solução passa pela manutenção das áreas verdes existentes; criação de mais áreas verdes para se tentar aumentar a permeabilização; assistir melhor a grande massa de pobres da periferia, melhorando o saneamento básico; estimular a educação ambiental nos órgãos públicos, entidades particulares e escolas; estreitar o relacionamento entre o Poder Público e as associações de bairro, criar mecanismos técnicos mais eficazes para a vazão da água; manter o Poder Público em sintonia com os serviços meteorológicos. Mas, sobretudo a solução passa também pela vontade política de resolver, de fato, o problema.
A Diretoria

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Big Brother de Mão Dupla

Trinta e sete câmeras serão distribuídas nas entradas e saídas de Jundiaí; próximas a escolas; pontos específicos como distritos policiais e prédios públicos; e vias preferenciais. Com a presença de várias autoridades, a Central de Monitoramento foi apresentada à comunidade. Em três meses, os equipamentos já devem estar operando. (Jornal de Jundiaí)

No livro 1984 , do inglês George Orwell, as pessoas são vigiadas por um sistema tirano (Big Brother) que controla a tudo e a todos por meio de um aparelho chamado teletela – mistura de câmeras com telas de TV. Por toda a estória, o angustiado personagem Winston Smith tenta descobrir formas de burlar essas onipresentes engenhocas que não são desligadas jamais. No mundo real de 2006, a convivência com câmeras de vigilância é muito bem-vinda! Em vez de considerarem as câmeras uma invasão de privacidade, as pessoas se sentem seguras onde existem esses equipamentos, principalmente num país onde as questões de segurança não são tratadas com a necessária seriedade.

A Diretoria

out/2006



Há um consenso generalizado na opinião pública e entre os especialistas de que a explosão de violência que vivemos nada mais é do que a expressão da falência das políticas de segurança dos governos federal, estadual e municipal. Vivemos uma crise política e moral derivada do descrédito a que, há anos, vem sendo submetida a atividade política. Não é sem razão que isso provoque uma sensação de desorientação profunda que pode nos confundir na proposição de soluções para o problema da insegurança pública.

Por isso e mais precisamos que os sistemas de vigilância não fiquem apenas nas ruas, mas que sejam instalados dentro das casas de poder deste país, para que o cidadão possa monitorar o governo em tempo real, cobrando resultados com base em indicativos e métricas claras, via internet... um big brother de mão dupla.

A Diretoria

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

A importância da Sindicalização!

O Seaac representa os empregados de agentes autônomos do comércio perante a sociedade, as autoridades governamentais, o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, os empresários do setor, os órgãos de saúde, as instituições de ensino, entre outros. O Sindicato é essencial para garantir os direitos do trabalhador, alertar sobre seus deveres, buscar novas conquistas e unir a todos para o resgate da dignidade profissional.

Para tanto, ao longo dos anos temos nos empenhado em acompanhar as mudanças que ocorrem diariamente na sociedade, estendendo nossa atuação para diversas áreas de interesse do trabalhador. Procuramos qualificar nosso trabalho para cumprir nosso dever de buscar e fazer cumprir os direitos dos nosso representados.

Para que possamos continuar nos desenvolvendo sabemos que precisamos do apoio dos trabalhadores, através da sindicalização, pois, sindicato forte é sindicato atuante, participativo, representativo... é o sindicato que tem associados para fortalecer suas lutas por justas reivindicações. Sem o associado o sindicato não tem como sobreviver e não impõe respeito à classe patronal por falta de união e representatividade.

Para conseguir esse apoio procuramos constantemente levar o sindicato ao conhecimento do trabalhador, envolvendo os representantes sindicais na conquista constante de associados, com o objetivo de nos fazermos presentes nas novas empresas e de nos fortalecermos naquelas onde já exercemos a atividade sindical. Significa que todos os níveis da entidade, dos dirigentes aos sócios, têm como objetivo fortalecer o sindicato, através da união.

Por isso nosso convite para você associar-se é permanente... e se você já é associado, converse com seus colegas, conte a eles dos benefícios que você dispõe, como as negociações coletivas, por exemplo, que nos últimos anos, apesar de todas as dificuldades, têm conquistado índices de aumentos salariais maiores do que a inflação e melhores benefícios sociais, como o vale alimentação.

Para pertencer ao Sindicato é necessário apenas preencher uma ficha de sindicalização, que após examinada será homologada pela diretoria dando ao trabalhador o direito de pertencer ao quadro social da entidade. O SINDICATO é o maior instrumento de defesa dos direitos e interesses da coletividade e da classe trabalhadora. Esperamos por você, Trabalhador, venha unir-se à nós!

A Diretoria

Luz Amarela...

Quando a Volkswagen anunciou seu plano de reestruturação mundial, que implicava demissões nas unidades brasileiras, o Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí passou a acompanhar atentamente a situação da fábrica de São Bernardo do Campo, que tem 12.400 funcionários e é uma das mais problemáticas da empresa, no país.

Como a Volks enviou nesta semana carta para 1.800 empregados, informando-os que estarão demitidos a partir de 21 de novembro, quando acaba o acordo entre montadora e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC sobre estabilidade no emprego, em assembléia os trabalhadores decidiram entrar em greve, interrompendo a produção.

Com o agravamento da situação, o sindicato jundiaiense redobrou sua atenção com a Volks, pois pode haver desdobramentos na Região, que concentra empresas de autopeças que também fornecem seus produtos para a montadora. A Volks pretende dispensar 3.600 empregados até 2008 e reduzir direitos trabalhistas. Se não houver acordo com o sindicato do ABC neste sentido, ela ameaça dispensar 6.100 empregados e fechar a unidade de São Bernardo do Campo. (Jornal da Cidade)

Parece que a luz amarela que estava acesa para os metalúrgicos, começa a piscar também para outras categorias profissionais, como comércio e serviços que na prática também perderão muitos postos de trabalho, uma vez que estão intimamente ligadas, causando um prejuízo brutal à sociedade; pois, para cada emprego na montadora existem outros 47 empregos em setores diversos.

Infelizmente, mais uma vez, o lado canibalesco do capitalismo se faz notório, instalando um clima de insegurança nas grandes corporações, que para evitar o fatal ciclo de incorporações, que deve reduzir o número de multinacionais na economia mundial, lançam mão de medidas drásticas de reestruturação para o aumento de lucros, massacrando o lado mais vulnerável da relação capital x trabalho: os empregados.

Os trabalhadores EAA sentem-se irmanados aos metalúrgicos neste momento difícil que vivem, sob a ameaça de perder o emprego, esperando uma desumana e lacônica dispensa pelo correio. A mobilização da categoria é essencial. É preciso resistir, fazer greve, ir trabalhar mesmo que demitido, trilhar o caminho da resistência e da luta, pois, o movimento sindical e a sociedade estarão envidando esforços para reverter esse quadro.

A Diretoria

Praticando Cidadania!

Já está no site da Prefeitura de Jundiaí – www.jundiai.sp.gov.br - um link na cor verde – Consulta Pública/Orçamento 2007. O cidadão jundiaiense terá até 18 de setembro para enviar suas sugestões, manifestando-se em relação à peça orçamentária, pela Internet. A Prefeitura entregará na Câmara o Orçamento de 2007, em 30 de setembro.

Todo mundo paga imposto. Com esse dinheiro, as prefeituras fazem obras e prestam diversos serviços à população, portanto nada mais justo que consultar os munícipes para saber onde e como vai ser aplicado o dinheiro dos tributos recebidos.

As experiências participativas nas administrações municipais têm pipocado aqui e ali, sempre com sucesso. A população pode interferir na definição de prioridades e no aproveitamento dos recursos públicos através de iniciativas como a do Orçamento Participativo. Os cidadãos participam do processo através de organizações sociais ou individualmente. Com o Orçamento Participativo, a prefeitura estabelece limites e critérios para compartilhar o poder de decisão com os moradores das diversas regiões da cidade.

Esta moderna ferramenta chega à prefeitura de Jundiaí, que tem por objetivo saber quais as necessidades mais preementes da comunidade, as quais serão encaminhadas às secretarias competentes para que façam os ajustes no orçamento municipal, nos itens que se fizerem necessários.

As pessoas que não têm computador em casa poderão enviar sugestões por meio dos terminais Acessa Jundiaí, computadores instalados à disposição da população com monitores para orientação, que já estão funcionando em dois pontos: nos terminais do Situ Colônia e Vila Rami; em breve será inaugurado o do terminal Cecap.

Democrático, transparente, dinâmico e sob o controle público, o Orçamento Participativo pode estreitar a relação executivo/cidadão, que têm aqui uma excelente oportunidade de praticar cidadania!

A Diretoria

Desinteresse Político!

No Brasil, o número de mulheres aptas ao voto é superior ao dos homens, mas a participação delas como candidatas a cargos eletivos na política é quase irrisória não chegando a 14% dos candidatos a cargos majoritários e proporcionais. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, nas eleições deste ano as mulheres representam 12% dos candidatos aos governos estaduais, 16% ao Senado da República, 12% à Câmara Federal e 14% às Assembléias Legislativas.

É bom lembrar que desde 1997, os partidos políticos são obrigados a reservar 30% das candidaturas para as mulheres, conforme norma da Lei Eleitoral, mas passados quase 10 anos esse percentual ainda não é 50% preenchido. Dizem os partidos políticos (que pouco fazem para trazer as mulheres para suas fileiras) que a razão disso é não existirem candidatas em número suficiente para atingir esse percentual de candidaturas, obrigando-os a renunciarem a parte das vagas e inscreverem um número menor de candidatos.
Embora dispostas a quebrar tabus e meterem sua colher em todos os assuntos (graças a Deus), parece que as mulheres brasileiras ainda não se dispuseram a entrar pra valer no jogo político. E isso não é muito difícil de entender, uma vez que participar ativamente da política, no Brasil de hoje, parece significar entrar em um jogo de interesses pessoais em que a ética, a moralidade e a honradez não fazem parte das regras.
Decididamente, este quadro precisa mudar, pois, basta analisar o pequeno número de mulheres do cenário político nacional (aquelas que conquistaram um mandato parlamentar ou foram eleitas para cargos executivos) para perceber que elas tiveram e têm desempenhos altamente positivos muitas vezes superando os homens nestes cargos. Sem dúvida, o país, os estados e os municípios estão perdendo muito com esse desinteresse das mulheres em voltar suas atenções para a política.

A Diretoria

Admirável Mundo Novo!

As ações do crime organizado, que começaram em meados de maio, fizeram com que a procura por sistemas mais sofisticados de segurança crescesse 20% em Jundiaí. Escolas, condomínios e, agora, terminais de ônibus estão aderindo cada vez mais aos circuitos internos de TV. Outras opções bastante utilizadas são as blindagens de guaritas e de veículos (Jornal de Jundiaí).

Graças à impunidade, violência e displicência política, estamos vivendo o início da era Bigbrother, quando tudo e todos serão vigiados pela tecnologia. Os cidadãos estão presos em seus escritórios e casas, os bandidos estão por aí.

Até há pouco tempo atrás, as razões da violência eram a busca por ganho material (comida, dinheiro, carro, jóia etc) ou a busca pelo poder político, instrumento de oposição ao sistema vigente.

Hoje a violência é banal, democrática, funciona como meio de expressão, especialmente de jovens, ocupa muito bem o espaço da falta de valores sólidos e gera nos cidadãos um tremendo medo.

A violência determina a forma de viver da sociedade, obrigada a proteger-se por seus próprios meios da falta de ação política de seus governantes e das conseqüências da impunidade reinante.

Todas as vezes que ocorrem crises se discute o problema da segurança, um monte de propostas são feitas e acabam ficando só no papel... na prática não se implementa nada. Nós vivemos de crise em crise e o medo só faz aumentar, uma vez que mata-se e morre-se por nada! Neste contexto só podemos desejar que cada esquina tenha uma câmera para nos vigiar! É o admirável mundo novo em que vivemos.

A Diretoria

Juventude atrás das grades...

Jundiaí possui cerca de 50 menores presos. São 13 na Cadeia Pública da cidade e 37 em unidades da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), na capital e em Campinas. Roubos à mão armada e tráfico de entorpecentes são os principais crimes cometidos pelos jovens infratores. No cadeião, eles estão em uma cela especial. "Queremos evitar que eles tenham contato com os mais velhos ou, se tiverem, que seja o menor possível", explica o juiz da Vara da Infância e Juventude do município, Jefferson Barbin Torelli.(Jornal de Jundiaí)

Quando se fala em tomar medidas legais para combater a criminalidade, inevitavelmente vem à tona a discussão sobre a redução da maioridade penal — a idade em que, diante da lei, o jovem passa a responder plenamente por seus atos, como um cidadão adulto. Existem atualmente no Congresso Nacional 54 projetos de lei com esse objetivo.

O assunto é complexo e envolve vários aspectos, como desigualdade e injustiça, que impedem acesso a benefícios sociais; falência da estrutura familiar que desagrega e deseduca o jovem, tanto os menos favorecidos quanto os de classe média.
É muito simples culpar os adolescentes de violência exacerbada, quando as verdadeiras causas estão na desigualdade e frustração, impondo uma mão de ferro para solucionar o problema dos menores infratores. Este não é o caminho ideal, que deve passar por soluções mais justas e sábias que respeitem os direitos dos menores. Não basta punir, é preciso criar condições para que as crianças e jovens tenham acesso à educação e demais direitos que lhes são devidos pelo Estado, livrando-se, assim, da condição de menores infratores.

A Diretoria

É hora, pois, de mobilizar-se!

Nunca se denunciou tanto neste país... e nunca tantos foram denunciados! Em época alguma de nossa história a mídia escancarou tantos casos de corrupção. As operações da Polícia Federal, que sempre recebem nomes sugestivos — Anaconda, Albatroz, Lince, Vampiro, Sanguessugas e por aí vai — e as ações de promotores, delegados e generais são noticiadas aos quatro cantos do país!

Pensam os desavisados: quem é que teria peito, num país como este, de fazer alguma coisa errada? A resposta é: cada vez mais gente e muita gente graúda. A prova disso está, na própria quantidade de acusações que a cada dia pipocam pelos noticiários. Em vez de diminuir, como se poderia esperar num ambiente de inquisição, os casos em que se suspeita de corrupção aumentam. A conclusão é: na vida real, as denúncias parecem ter efeito nulo como fator de intimidação para os bad boys de colarinho branco.

Pudera, a lei é frouxa e não pune praticamente ninguém, reforçando a presunção de impunidade de parlamentares, mandatários do poder executivo, juízes, burocratas do Estado e criminosos que comandam organizações de dentro das instituições penais, mostrando que são muito mais organizados e poderosos que o governo.

É o trem da alegria que corre pelos trilhos do Brasil, enchendo os bolsos de todos aqueles que gostam de viver com um pouco mais de emoção e não hesitam em se arriscar!
Este é momento brasileiro pré-eleições. Se não construirmos agora um processo de mobilização que reúna movimentos sociais, estudantis, lideranças e personalidades democráticas, dirigentes sindicais, partidos políticos, todos dispostos a lutar por uma mudança nacional radical, vamos novamente perder o bonde da história que está prestes a passar.

Precisamos oxigenar nossa representatividade nas casas legislativas, exigir mudanças na mentalidade e no comportamento ético de nossos parlamentares. As eleições são o processo legítimo para a representatividade. A democracia se justifica na eleição. Apesar de toda desesperança o eleitor ainda percebe isso e não vai se deixar levar por conta da crise que o país está vivendo, neste momento. É hora pois, de mobilizar-se!

A Diretoria

O Brasil em Verde e Amarelo!

Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras... é verdade.... mas uma pequena legenda algumas vezes, ajuda muito....por isso, lá vai: Isto é o que queremos, isto é o porque lutamos... ...para que 180 milhões de jogadores brasileiros possam ser campeões dentro e fora dos gramados!


A Diretoria

Dias de Fúria!

O cidadão paulista jamais vai esquecer o final de semana do Dia das Mães de 2006. Durante quatro dias seguidos a população viveu a guerra urbana, deflagrada pelo crime organizado, contra um Estado desorganizado. Foram horas recheadas de pânico, insegurança e muita incerteza, em nossa região. População assustada pelas ruas, comerciantes fechando as portas para se prevenir de arrastões, órgãos públicos sofrendo ataques, policiais militares e civis baleados.

Passadas 96 horas, o comércio de Jundiái amanheceu mais calmo, depois de muitos boatos e pânico, os comerciantes reabriram as lojas e o movimento melhorou. O terminal urbano teve movimento normal. Os trabalhadores que utilizam o transporte coletivo voltaram a ter a rotina de todos os dias e os motoristas encontraram as ruas mais tranqüilas.

Ficou a perplexidade e a indignação, estampadas no semblante dos cidadãos que ainda não conseguiram “digerir” o que aconteceu! E nem poderiam.... como entender mais de 180 ataques, 96 mortes, 55 feridos, mais de 60 ônibus queimados e 73 rebeliões prisionais, no Estado de SP, em apenas algumas horas? Pior, como não suspeitar que o governo tenha feito um acordo com os bandidos, uma vez que os ataques só amenizaram depois de um encontro de autoridades com o chefão do PCC? Como aceitar que enquanto ocorriam ataques às bases policiais e a população, nossos políticos ocupavam o noticiário para tirar proveito da situação, ficando no ar uma pergunta: quem leva vantagem nesses atos terroristas? É evidente que a violência dos bandidos não é para roubar, nem parece ser apenas por causa de transferências de presos ou pela trivial questão da cor do uniforme dos presidiários...

A verdade é que o país colhe o resultado da falta de uma política de segurança séria, que em 2003 perdeu a oportunidade de eliminar a frouxidão da Lei de Execução Penal e do Código de Processo Penal brasileiro, instituindo o Regime Disciplinar de Segurança Máxima (Rdmax) para os criminosos de alta periculosidade, para citar apenas um item, dos muitos que precisam ser reavaliados pelo Congresso.

Só uma mudança radical na legislação brasileira pode resolver o grave problema da segurança pública, mas isso, definitivamente, não é do interesse dos políticos que nos representam, alguns dos quais estão no mesmo nível dos bandidos que espalham terror nas grandes cidades do país. Está é a realidade que nos deixa aturdidos, pensando: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!

A Diretoria

Em tempo: Sempre é bom lembrar que nem tudo está perdido e que em outubro haverá eleição!

S.O.S. santa Casa...

A Irmandade Santa Casa de Louveira, neste começo de maio/06, está atendendo somente os casos de urgência (que podem evoluir para um risco de morte) e emergência (que implicam em risco imediato de morte. O atraso de mais de 60 dias no pagamento dos médicos ocasionou a medida. Os pacientes - exceto os casos acima citados - terão de recorrer às unidades básicas de saúde da cidade ou aos hospitais de Vinhedo ou Jundiaí. A entidade acumula um déficit de R$ 600 mil, dívida com fornecedores e pode ter, brevemente, problemas com falta de medicamentos.

Existem hoje no Brasil cerca de 300 Santas Casas. Todas necessitam, com urgência, de amparo oficial. Apesar da sua importância no sistema nacional de saúde, não recebem do governo recursos compatíveis com a dimensão e a importância das suas atividades. Não fosse a dedicação dos irmãos, dos provedores, dos médicos, enfermeiros, abnegados assistentes sociais e funcionários administrativos, as Santas Casas, há muito, não existiriam.

Por filosofia, os hospitais beneficentes destinam-se a atender preferencialmente indigentes e as camadas mais pobres da população. Em tese, as despesas seriam cobertas pelos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) e, eventualmente, pelas rendas auferidas com serviços médico-hospitalares prestados a particulares. Entretanto, é uma equação que não fecha, como se constata ao se comparar o custo de alguns procedimentos comuns com a tabela de pagamentos do SUS. Na média, de cada R$ 100 gastos para atender um paciente, os hospitais são remunerados pela União com cerca de R$ 60.

Destinar às Santas Casas os recursos necessários para que continuem a missão assistencial que vêm exercendo desde o Brasil Colônia, remunerá-las pelo justo e merecido valor dos procedimentos efetuados é uma ótima oportunidade para o governo resgatar os seus compromissos com os necessitados.

As Santas Casas não são meras prestadoras de serviço ao SUS. Muito mais do que isso, elas são um dos pilares da distribuição de justiça social, que define a Saúde como dever do Estado e Direito do cidadão.

A Diretoria

Trabalho e Dignidade!

“O trabalho nos revela para os outros e para nós mesmos. Por meio dele construímos nossa identidade. A partir dele descobrimos habilidades, poderes, limites, competências, alegrias, tristezas. Criamos vínculos com as pessoas, com os ambientes, com a cidade e a nação. Por meio dele entramos em contato com os costumes da sociedade, suas leis, sua moral, seus anseios e filosofia de vida, e os assimilamos. Nos comprometemos com causas e uns com os outros. Desenvolvemos interesses, afinidades, finalidades e metas para nossa vida. E também afinamos sonhos, medos, desejos. O trabalho é o lugar privilegiado onde descobrimos, inclusive, para que viemos e do que nos compete cuidar nesta vida.” (Dulce Critelli)

O Dia do Trabalho é essencialmente importante, porque é nessa data que lembramos sempre o quanto os trabalhadores têm se esforçado para o progresso da humanidade. Todas as pessoas, cada uma na sua profissão, são igualmente necessárias. A sociedade depende tanto de engenheiros e médicos quanto de pedreiros, padeiros e agricultores.

A cada 1º de maio lembramos também a luta dos trabalhadores pelo direito de viver com dignidade, lembramos Zumbi e todos os que resistiram à escravatura, lembramos os trabalhadores executados em Chicago, na luta pela redução da jornada, lembramos tamém daqueles que morreram pela reforma agrária, nos acidentes do trabalho e as crianças exploradas e mutiladas em atividades cruéis.

Lembramos também que os banqueiros continuam fraudando o sistema financeiro, grandes empresas sonegam impostos, o governo sacrifica as aposentadorias privadas, reduz o orçamento da educação e saúde, enquanto políticos corruptos enriquecem sem freios.

Vamos comemorar o Dia do Trabalho cheios de orgulho e dignidade e não vamos esquecer que precisamos colocar nosso país nos trilhos, pois, só conseguiremos reverter o quadro atual quando viabilizarmos mais empregos, mais investimentos, mais geração de riqueza que seja distribuída igualmente entre todos.

A Diretoria

Insegurança nas Lotéricas!

Um assalto ocorrido no começo de abril na Lotérica Campo Limpo Paulista, no Centro de Campo Limpo, terminou em tiroteio. Um guarda municipal foi atingido na cabeça por um projétil. O tiro pegou de raspão. O GM acertou quatro tiros em um dos assaltantes. Os marginais fugiram em direção à cidade de Atibaia e acabaram presos.(Jornal de Jundiaí)

Muito visadas e alvos de vários assaltos, as casas lotéricas aparecem com freqüência no noticiário policial, embora existam medidas de segurança impostas por cláusulas de seguro. A determinação é de que, por dia, devem ser feitos dois depósitos bancários do dinheiro arrecadado - é proibido manter em caixa mais de R$ 1 mil. As lojas dispõem ainda de cofres do tipo "boca de lobo", com equipamento de retardo. Infelizmente não é o suficiente para afastar os mal intencionados.

Hoje, são 6.500 casas lotéricas espalhadas pelo país e há uma tendência de crescimento do mercado, visto que a possibilidade de honrar os compromissos sem precisar enfrentar filas são os principais responsáveis pelo crescimento no volume de negócios das casas lotéricas. Das contas de água, luz e telefone de todo o país, metade é paga em casas de loteria e está em estudo a proposta de oferecer novos serviços, tais como: abertura de contas, pagamento dos aposentados pelo INSS, recebimento de IPTU e PIS e saques e depósitos de contas correntes e de poupança. Trocando em miúdos: mais clientes nas lojas e mais comissões para os empresários.

Para os empregados, a ampliação dos serviços prestados pelas lotéricas, além de não resultar em melhorias salariais, representa um desgaste, seja pela permanente necessidade de aprendizagem e atualização, seja pelo incremento do volume de serviço, seja pelas condições de segurança. Afinal, as lotéricas realizam grande parte dos serviços bancários e movimentam somas financeiras sem a mesma estrutura de segurança existente nos bancos; e os empregados das lotéricas representam uma mão-de-obra barata, pois não dispõem dos direitos e garantias dos bancários nem das condições de segurança exigidas nos bancos comerciais.

São contradições de um negócio que deveria ser bom para todos os envolvidos, mas não é. É necessário que as autoridades tomem ciência da situação de insegurança que envolve esses trabalhadores e as pessoas que utilizam os serviços das casas lotéricas, buscando criar mecanismos que possam coibir eficazmente o incremento das diversas formas de criminalidade que assustam, traumatizam e matam!

A Diretoria

Só esta faltando aplicação...

A criação de um projeto que apresente um novo modelo de recuperação de menores infratores - que proponha um sistema intermediário entre a liberdade assistida e a internação - está sendo discutida para Jundiaí. Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Ungaro, a proposta é criar um sistema de semi-liberdade. Durante o dia, os jovens fariam atividades e, à noite, dormiriam em uma instituição, como uma Organização Não-Governamental-ONG (Jornal de Jundiaí).

Segundo a ONU, as diretrizes fundamentais para a prevenção da delinqüência juvenil são uma parte essencial da prevenção do delito na sociedade. Dedicados a atividades lícitas e socialmente úteis, orientados rumo à sociedade e considerando a vida com critérios humanistas, os jovens podem desenvolver atitudes não criminais. Para ter êxito, a prevenção da delinqüência juvenil requer, por parte de toda a sociedade, esforços que garantam um desenvolvimento harmônico dos adolescentes e que respeitem e promovam a sua personalidade a partir da primeira infância.

Ora, nossos governantes já perderam o bonde da história, no que diz respeito ao trato deste assunto. É mais que evidente que o sistema “Febem” não tem condições de educar e muito menos socializar humanamente os jovens, que em conflito com a lei, são abandonados nestas instituições, sem atenção, maltratados, expostos ao uso indevido das drogas... marginalizados. É preciso prevenir ao invés de remediar! As mudanças no sistema se fazem preementes.

Está mais que na hora da aplicação de políticas e medidas progressistas de prevenção da delinqüência que evitem criminalizar e penalizar a criança por uma conduta que não cause grandes prejuízos ao seu desenvolvimento, não prejudicando as demais, reconhecendo que é necessário estabelecer critérios e estratégias nacionais, regionais e inter-regionais para prevenir a delinqüência juvenil, criando meios que permitam satisfazer às diversas necessidades dos jovens e que sirvam de apoio para seu desenvolvimento pessoal (particularmente daqueles que estejam em perigo ou em situação de insegurança social e que necessitem um cuidado e uma proteção especiais), estabelecendo critérios e métodos especializados para a prevenção da delinqüência, baseados nas leis, nos processos, nas instituições, nas instalações e uma rede de prestação de serviços, cuja finalidade seja a de reduzir os motivos, a necessidade e as oportunidades de cometer infrações ou as condições que propiciem os atos ilícitos. (Diretrizes da ONU para Prevenção da Delinqüência Juvenil)

Os caminhos já foram discutidos à exaustão. Só está faltando aplicação!

A Diretoria

Lugar de Mulher também é no Sindicato!

Hoje, a mulher não resume sua vida aos afazeres domésticos; ao contrário, encara o mercado de trabalho e a competitividade em todas as áreas, provendo seu sustento e em muitos casos até o de sua família.

Está envolvida em questões de governabilidade e processos decisórios; ética ambiental e responsabilidade; militarismo; assuntos econômicos globais como comércio e dívida externa; pobreza, direitos sobre a terra e segurança alimentar; os direitos das mulheres, saúde reprodutiva e meio ambiente; biodiversidade e biotecnologia; energia; ciência e tecnologia; o poder das mulheres como consumidoras; informação e educação, tudo para buscar uma qualidade de vida melhor e mais humana.

Apesar disso, entretanto, quando se trata da presença feminina nos sindicatos, de cada 100 brasileiros sindicalizados, pouco mais de 36 são mulheres. Esta baixa participação acontece tanto na composição do quadro associativo, quanto nas diretorias sindicais.

Para ocupar o lugar que por direito lhes pertence na militância sindical, como trabalhadoras que são, as mulheres têm de vencer dois grandes desafios: o primeiro é a questão cultural de que sindicato é lugar para homem e o segundo é realizar a adaptação do ambiente sindical hoje organizado como um lugar para machos, construído com base na ideologia patriarcal.

Uma disputa e tanto que as mulheres vêm encarando com coragem, quando enfrentam até 3 jornadas diárias (a do trabalho, a doméstica e a militância), conquistando passo-a-passo através das negociações coletivas garantias ausentes na legislação, melhores condições de trabalho, criação de mecanismos para impedir a discriminação, além de ampliar os direitos já previstos na lei. Embora restritas a algumas categorias, estas cláusulas abrem espaço para a negociação em outras frentes.

As mulheres EAA (empregadas de agentes autônomos) têm participado ativamente da construção de uma nova ordem sindical, influindo nas políticas e práticas sindicais, preenchendo os espaços nas entidades que já contam com uma secretaria da mulher, exigindo a sua criação naqueles que ainda não acordaram essa realidade, capacitando-se para a disputa de cargos eletivos e estando prontas para assumir posições de liderança.

Lugar de mulher é também no seu Sindicato!

A Diretoria

Por uma vida menos bandida!

A audácia dos delinqüentes que está transformando a rotina de famílias e comerciantes das ruas Barão de Jundiaí, Engenheiro Monlevade e Vigário JJ Rodrigues, chegou ao extremo. Com uma marreta, três homens quebraram a porta da cozinha e invadiram a casa da aposentada Neide Ferrari, enquanto ela dormia. O assalto só não teve continuidade porque vizinhos perceberam a movimentação e começaram a gritar (Jornal de Jundiaí).

Os altos índices de criminalidade que as cidades brasileiras vêm presenciando, somados à inédita barbárie com que estes são praticados além da falta de impunidade, nos leva a crer que jamais a população sentiu tanto medo: da criminalidade e do poder paralelo que desafia o poder estatal.

As ações do Estado não têm sido suficientes para proteger as pessoas que vivem perpetuamente em um estado de insegurança, Ninguém tem sido poupado: os donos do poder, autoridades públicas, ricos e pobres. Falta competência, vontade política, tradição e habito no combate à delinqüência... faltam homens de têmpera, matéria bem escassa hoje em dia.


Sabe-se que o combate à violência deve ser concretizado através de ações de curto, médio e longo prazo, adotando-se um modelo econômico justo, que fortaleça o mercado interno; elaboração de um plano nacional de desenvolvimento capaz de ser cumprido; ascensão ao poder político de brasileiros verdadeiramente honestos; investimentos em infra-estrutura, retorno do setor público à situação de poupador positivo, por intermédio da diminuição da sonegação; reforma tributária que distribua igualitariamente a riqueza produzida; investimentos em educação, aprimoramento da saúde pública; cumprimentos dos códigos de ética; desenvolvimento da ciência e tecnologia, ação pronta do Judiciário, entre outras medidas.... (ufa!)

Só com ações que envolvam governo e sociedade será possível conciliar política de segurança pública (ações de prevenção, policiamento preventivo, investigação criminal, formação, treinamento e instrumentalização das polícias), política penitenciária (tratamento que deve ser dado ao preso e sua reabilitação para o retorno ao convívio social) e ações sociais, tão necessárias para minimizar os impactos causados pela criminalidade.

É uma tarefa complexa elaborar uma política de segurança. Seus custos são aparentemente elevados, ela precisa ser constantemente monitorada, revisada e atualizada e seus resultados só poderão ser notados a médio e longo prazo. Mas não é impossível.... o cidadão brasileiro que tem seus pés bem plantados no chão acredita que o Brasil tem condições de superar as dificuldades e dar uma arrancada em direção a conquista de uma vida menos bandida!

A Diretoria

As chuvas de verão...

A chuva tem provocado estragos em diversos pontos da cidade. Vítimas da frágil infra-estrutura, moradores da Vila Hortolândia, Parque da Represa, Engordadouro e Vila Rio Branco em Jundiaí têm suas casas invadidas pela água. Há anos, eles sofrem com as enchentes e com o descaso do poder público (Jornal de Jundiaí).

Entre os meses de novembro e fevereiro ocorrem chuvas que são normalmente acompanhadas de temporais, com descargas elétricas ou ventos fortes, não raro sendo observados os tornados ou as micro-explosões que causam fortes devastações quando incidentes nas áreas urbanizadas.

Durante esse período, o Centro de Gerenciamento de Emergência da Defesa Civil Estadual, disponibiliza 24h por dia, informações meteorológicas com dados sobre os índices pluviométricos e a previsão de chuvas, mantendo informadas as defesas civis dos municípios sobre as condições climáticas, para prevenir tragédias. A cada ano o município, por sua vez, tenta identificar seus pontos vulneráveis e estabelecer parâmetros de ações para o período das chuvas

Entretanto, apesar dos esforços, a cada ano as tragédias continuam acontecendo. Atingem o meio-ambiente e a comunidade, deixando centenas de famílias desabrigadas, que perdem os poucos bens materiais que possuem, quando não perdem a vida de um filho ou um parente. Fica evidente que algo ainda está faltando para que este quadro possa ser revertido.

Assim sendo não adianta ficar culpando o tempo instável pelas enchentes e mortes que ocasiona. É preciso que o poder público tome, de fato, as medidas necessárias para corrigir as causas dessa “epidemia” de verão, identificando os gargalos, evitando a ocupação desordenada e estudando a fundo o clima e as alterações climáticas que vêm ocorrendo ao longo dos anos. Só com trabalho persistente e ininterrupto este quadro será revertido.

Cabe a sociedade mobilizar-se, empurrando o poder público para o cumprimento de suas obrigações, principalmente em ano de eleições, quando obras são inauguradas melhor estilo eleitoreiro, com direito a fogos de artifício, escola de samba, palanque lotado de correligionários e bravatas contra adversários políticos enquanto a chuva mergulha no caos a cidade de Jundiaí e região!

A Diretoria

A cidade agradece...

Uma área construída de 5,7 mil metros quadrados, 140 boxes com produtos hortifrutigranjeiros, estacionamento para 150 veículos, mezanino com dez restaurantes que comporta 500 pessoas sentadas e um investimento de cerca de R$ 10 milhões. Assim será o Mercadão de Jundiaí, na rua Eng. Monlevade, 22, Centro, local onde funcionará o empreendimento, que deverá ser inaugurado em outubro/2006.

Antes de colocar em prática o projeto, foi desenvolvida uma pesquisa de mercado que revelou números promissores: 15% da população de Jundiaí freqüenta e faz compras no Mercadão de São Paulo, semanalmente; instalado no município, um empreendimento nos mesmos moldes paulistas, abrangeria 1,2 milhão de pessoas que estão num raio de 30 km de Jundiaí.

Aqui, os boxes oferecerão 50 lojas diferenciadas com no máximo quatro opções de um mesmo gênero, valorizando as frutas, já que o município compõe o Circuito das Frutas. No local também poderão ser encontrados vinhos, queijos, peixes, carnes e o famoso sanduíche de mortadela. (Jornal de Jundiaí).

Esta é sem dúvida uma ótima iniciativa que além de favorecer a comunidade deverá abrir mais vagas de trabalho, diretas e indiretas. Assim, os trabalhadores poderão contar com as compras mais próximas de casa e com preços mais competitivos. Além disso, seguindo a tendência atual, o Mercadão vai contar com um Espaço Cultural, que deverá sediar diversas apresentações que ficarão sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura, prestigiando os artistas locais.

Se você ainda está achando pouco, o Mercadão contará ainda com ar condicionado, elevador para acesso ao mezanino, playground, terminais de agências bancárias, Correios, Casa Lotérica, sete banheiros e 11 acessos diferentes que incluem os deficentes físicos. Empreendimentos assim, são muito bem-vinnnnndos!!! A cidade agradece!

A Diretoria

Desafio do Lixo...

Por dia, cada habitante de Jundiaí produz 1,4 quilo de lixo orgânico. Num mês, considerada uma população de 350 mil pessoas, o volume de resíduos chega a 8,3 mil toneladas (Geresol), média considerada alta. Todo o material é depositado no aterro sanitário de Várzea Paulista. A partir de abril deste ano, porém, o Geresol será responsável pelo recebimento dos resíduos que será pesado e aguardará transbordo para outro loca. A escolha do novo aterro será definida pela prefeitura, por meio de processo licitatório. (Jornal de Jundiaí)

O lixo é um dos grandes desafios deste tempo em que vivemos e se equipara em gravidade a outros problemas sérios, como a escassez de água potável, o desmatamento, o efeito estufa ou o rombo na camada de ozônio entre tantos outros.

Para piorar, a realidade brasileira nos mostra que muitas famílias defendem seu sustento em meio a ratos, porcos, urubus e insetos de todos os tipos. Trabalham em condições sub humanas adultos e crianças, que convivem com analfabetismo, fome, doenças crônicas, desnutrição, falta de moradia decente e falta de saneamento entre outros itens básicos. Todos os dias catam embalagens plásticas, papéis, latinhas de alumínio, separam vidros e restos de comida. Carregam pesados fardos, empurram carroças. Ganham de R$ 1 a R$ 6 por dia, mas o trabalho que fazem é fundamental para a sobrevivência de suas famílias. As crianças não tem vida de criança!

É uma dura realidade, que não faz parte da vida da maioria dos brasileiros que produzem lixo diariamente. Entretanto, cabe a cada um de nós parar e refletir sobre o assunto. A conclusão será óbvia: no LIXO não há só LIXO!

Portanto, sempre que você se deparar com os resíduos que irá descartar, pense nas possibilidades de sua redução, reutilização ou reciclagem. Seja responsável pelos seus resíduos mais do que simplesmente através da atitude de acondicioná-los em sacos plásticos e colocá-los à sua porta. Pense em todas as pessoas envolvidas com os resíduos e nos problemas que estes resíduos poderão gerar.

A geração de lixo começa em nossas residências, trabalho, escola etc. Portanto, é aí que devem começar as mudanças de atitudes!!! (Educação Ambiental)

A Diretoria

Transformando o Mundo!


“Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. Estas atitudes se refletirão em mudanças positivas no seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças se expandirão em proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto.

Se existe amor, há também esperança de existirem verdadeiras famílias, verdadeira fraternidade, verdadeira igualdade e verdadeira paz. Se não há mais amor dentro de você, se você continua a ver os outros como inimigos, não importa o conhecimento ou o nível de instrução que você tenha, não importa o progresso material que alcance, só haverá sofrimento e confusão no cômputo final. O homem vai continuar enganando e subjugando outros homens, mas insultar ou maltratar os outros é algo sem propósito. O fundamento de toda prática solidária é o amor.

Determinação, coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. Não importa quais sejam os obstáculos e as dificuldades. Se estamos possuídos de uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho.

Seria muito mais produtivo se as pessoas procurassem compreender seus pretensos inimigos. Aprender a perdoar é muito mais proveitoso do que simplesmente tomar de uma pedra e arremessá-la contra o objeto de sua ira. Quanto maior a provocação, maior a vantagem do perdão. É quando padecemos os piores infortúnios que surgem as grandes oportunidades de se fazer o bem a si e aos outros.

A agressão é uma tendência que faz parte do nosso íntimo. Por isso, temos de lutar contra nós mesmos. Homens criados em ambientes rigorosamente não-violentos acabaram se transformando nos mais horríveis carniceiros. O que prova que a semente da mais insana agressividade mora nas profundezas de cada um de nós. Mas nossa verdadeira natureza é de modo geral pacífica. Todos nós conhecemos as agitações da alma humana, que está sujeita a imprevistos assustadores. Mas essa não é a sua força dominante. É possível e é necessário dominar a agressividade.

O que mais nos incomoda é ver nossos sonhos frustrados. Mas permanecer no desânimo não ajuda em nada para a concretização desses sonhos. Se ficamos assim, nem vamos em busca dos nossos sonhos, nem recuperamos o bom humos! Este estado de confusão, propício ao crescimento da ira, é muito perigoso. Temos de nos esforçar e não permitir que a nossa serenidade seja perturbada. Quer estejamos vivenciando um grande sofrimento ou já o tenhamos experimentado, não há razão para alimentarmos o sentimento de infelicidade.

A felicidade é um estado de espírito. Se a sua mente ainda estiver num estado de confusão e agitação, os bens materiais não lhe vão proporcionar felicidade. Felicidade significa paz de espírito.

É através da arte de escutar que seu espírito se enche de fé e devoção e que você se torna capaz de cultivar a alegria interior e o equilíbrio da mente. A arte de escutar lhe permite alcançar sabedoria, superando toda ignorância. Então, é vantajoso dedicar-se a ela, mesmo que isto lhe custe a vida. A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância. Se você é capaz de manter sua mente constantemente rica através da arte de escutar, não tem o que temer. Este tipo de riqueza jamais lhe será tomado. Essa é a maior das riquezas.

Quando estiver praticando a caridade, faça-o com alegria e com um semblante radiante. Devemos praticar a caridade com um sorriso no rosto e otimismo no coração.

O aprimoramento da paciência requer a presença de alguém que deliberadamente nos faça mal. Esse tipo de pessoa nos dá a chance de praticarmos a tolerância. A nossa força interior é posta à prova com mais intensidade do que aquela de que o nosso guia espiritual seria capaz. Em essência, o exercício da paciência nos protege da perda da confiança.” (Dalai Lama)

Só assim transformaremos o mundo!

A Diretoria

Cidadania Infanto Juvenil

Ana Carolina, 10 anos, moradora no Cidade Nova I, quer ser veterinária quando crescer. Felipe Gustavo, 10 anos, da Vila Nambi, pretende ser policial. Em comum, além de ambos serem alunos de unidades do Sesi/Jundiaí, uma certeza: dizer não às drogas lhes garantirá um futuro melhor. Os dois alunos e mais 483 outras crianças, das sete unidades do Sesi/Jundiaí, do curso Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência), ministrado pela Polícia Militar (Fonte: Jornal de Jundiaí).

O número de usuários de drogas tem aumentado muito nos últimos anos no Brasil. Pesquisa da Unesco aponta que jovens experimentam drogas cada vez mais cedo (9, 10, 11 anos de idade) e que a escola é o lugar mais associado ao seu consumo. O uso indevido de bebidas alcoólicas faz parte da vida de mais da metade dos jovens brasileiros.

Nete contexto, a iniciativa do Sesi/PM é muito boa e deveria ser estendida a toda a rede escolar da cidade, pois, querer banir as drogas da sociedade humana é tarefa praticamente impossível... precisamos compreender o fenômeno em sua complexidade, estimulando a juventude a transformar sua realidade, através de ações desenvolvidas e implementadas no cotidiano das escolas públicas do Brasil.

E as drogas não são único problema que afetam as crianças e adolescentes. Embora o Brasil seja signatário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Crianças, a realidade no país é cruel e o desrespeito a esses seres desprotegidos tem sido a tônica de grande parcela da sociedade e do poder público, que ignora as crianças que não votam, não têm voz nem vez. São exploradas, violentadas, abusadas, tratadas como agentes da violência e não vítimas da negligência e deseducação de familiares e administradores públicos.

A criança brasileira tem direitos constitucionalmente assegurados, mas, na prática, ainda falta muito para que a cidadania infanto-juvenil seja respeitada. Criança tem direito a proteção integral em razão de sua condição de cidadão em desenvolvimento e necessita de prioridade no atendimento dos serviços públicos e preferência na formulação e execução das políticas sociais e destinação de recursos públicos.

A Diretoria

Brasil Negro

Os movimentos sociais brasileiros elegeram o dia 20 de novembro, data da morte do herói Zumbi dos Palmares, em 1695, para mostrar o quanto o país continua marcado por diferenças e discriminações raciais. Para muitos o Dia Nacional da Consciência Negra é mais importante que o 13 de maio. Nossa sociedade precisa refletir continuamente sobre a questão do negro no Brasil, lembrando que...

"... A discriminação racial viola o direito à igualdade, um dos pilares fundamentais da democracia. E enquanto houver discriminação não será possível falar em sociedade justa, igualitária e fraterna.

A Constituição Federal aponta que é dever do Estado assegurar a igualdade de direitos, de oportunidades e de tratamento, sem distinção de qualquer natureza e sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer formas de discriminação, de modo a transformar a democracia formal em democracia de fato.

Mas não basta a igualdade de todos perante a lei. É preciso assegurar aos afro-brasileiros condições dignas de vida. A discriminação racial viola o direito à igualdade, um dos pilares fundamentais da democracia.

As condições em que os negros exercem sua cidadania precisam ser reconhecidas por todos como anômalas. Nos últimos anos, a luta anti-racista experimentou um crescimento sem precedente, tanto em função do fortalecimento das organizações autônomas, quanto pela multiplicação de entidades em todo o país ou pelas novas formas de articulação e de expressão da militância em vários espaços. “ (Benedita da Silva/PT)...

... e que muito há por fazer. As estatísticas oficiais comprovam a situação excludente do negro no Brasil: dados do IPEA mostram, entre outros dados, que os negros são 64% dos pobres e 69% dos indigentes brasileiros; o Brasil branco é 2,5 vezes mais rico que o negro. E as mulheres negras formam a camada mais prejudicada da sociedade.

Precisamos arregaçar as mangas e nos mobilizarmos para mudar esta situação lutando por políticas públicas que contribuam para inserção da população negra numa sociedade mais equilibrada e justa.

A Diretoria

Moradia: Dever do Estado

A construção de 368 moradias, num convênio entre a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do governo do Estado e a Prefeitura de Jundiaí, traz esperança e dignidade para os moradores do Jardim Sorocabana, Quinta das Videiras e parques Shangai e Centenário. Dentro do programa Pro-Lar Desfavelamento da CDHU, parte destes moradores será transferida para o Conjunto Habitacional Jundiaí "J", localizado próximo ao Parque Centenário, cuja área já passa por terraplenagem.

Sabemos que dentre o conjunto de questões merecedoras de análise no âmbito social destaca-se a moradia como aquela que mais demonstra o quadro de desigualdade que existe entre os habitantes de uma região. A ausência de um processo de planejamento urbano eficaz faz permanecer nas cidades vazios urbanos de diferentes dimensões, associados à especulação imobiliária, a qual quase nunca é combatida. Ao mesmo tempo a formação de espaços segregados seja sob a forma das áreas verticalizadas, seja nos condomínios horizontais fechados comprova a produção do espaço urbano cada vez mais desigual, excludente e fragmentado.

Ora, a institucionalização do direito à moradia como direito social precisa ser encarada pelo governo federal, estadual e municipal como o ponto de partida para a implementação de programas de planejamento e financiamento habitacional, que contemplem preferencialmente aos brasileiros com renda familiar igual ou inferior à dois salários mínimos.

Para que isso acontece, dentre alguns itens necessários citamos: priorizar o estímulo à construção de moradias, aquecendo a indústria da construção civil; impulsionar o barateamento dos materiais de construção; incentivar ações das prefeituras no sentido de elaborar planos de ação e planos de moradia integrados; concentrar o financiamento da habitação nos Fundos de Moradia (nacional, estaduais e municipais); financiar, prioritariamente, a população com renda familiar de até 2 salários mínimos e as regiões onde o déficit habitacional é maior; mobilizar os governos estaduais, prefeituras, câmaras de vereadores e as entidades da sociedade civil no sentido de valorizar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) como imposto promotor da justiça social e da distribuição de renda nos municípios.

A moradia é uma função social do Estado, representando para o cidadão a materialização de um direto básico do ser humano. Ao ter um lar a pessoa passa a ter também acesso a saneamento básico, endereço comprovado etc. O cidadão que tem sua casa tem a individualidade preservada e mais condições de exercer um papel digno na sociedade.

A Diretoria

Iniciativa bem-vinda!

O Centro de Línguas do Complexo Argos, projeto da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes abriu inscrições para os cursos gratuitos de Inglês, Francês, Italiano e Espanhol. As inscrições vão até o próximo dia 25/10 e as aulas terão início em fevereiro de 2006. São 1.015 vagas para os cursos ministrados nos períodos da manhã, tarde e noite.

Jundiaí, como o restante do país, vive um momento marcado pelas mudanças, naquilo que se convencionou chamar "Sociedade da Informação", na qual o conhecimento é o bem de maior valor. Terá mais chances de realização pessoal e profissional a pessoa autônoma e competente, ativa em relação à aprendizagem, capaz de identificar e solucionar problemas, capaz de estudar e pesquisar continuamente, buscar grandes quantidades de dados em diversas mídias, organizá-los e transformá-los em conhecimento aplicável. Daí a importância do domínio da tecnologia (principalmente a informática) e de uma segunda língua (principalmente o Inglês), como instrumental básico.

Caberia à escola dar aos alunos as chaves de decifração do conhecimento, entretanto, como todos sabem, o ensino básico e fundamental no Brasil deixa quase tudo a desejar, uma vez que não é prioridade do governo e as escolas públicas são redutos de crianças e adolescentes das classes menos favorecidas, que não podem pagar por cursos extras. Neste contexto a iniciativa da Secretaria de Educação é muito bem vinda!

Os cursos são abertos para todos os munícipes, com idade superior a 14 anos (completos até o dia 9 de dezembro). Após o período de inscrição haverá um sorteio público, com data marcada para o dia 23 de novembro, às 9 horas, no Complexo Argos. Interessados podem acompanhar pessoalmente ou ler a divulgação na Imprensa Oficial do Município. As matrículas serão de 5 a 9 de dezembro e a chamada de lista de espera será divulgada a partir do dia 24 de janeiro.

As inscrições, gratuitas, podem ser feitas na avenida Dr. Cavalcanti, 396, Complexo Argos, ou pela internet no www.jundiai.sp.gov.br. O telefone para mais informações é o 4607-3444.(Fonte Jornal de Jundiaí)

A Diretoria

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Desarmar porque...

"O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no país?" é a pergunta à qual os eleitores terão que responder, no Referendo do dia 23 de outubro de 2005. O voto no plebiscito é obrigatório.

A campanha no rádio e na TV que orienta a população para o Referendo começou colocando, de um lado, famosos como as atrizes Maitê Proença e Fernanda Montenegro - que defende o "sim à vida", a favor da proibição - e, de outro, críticos pautados na incapacidade do governo de diminuir a violência e ressaltando o direito à legítima defesa. O fato é que o plebiscito será uma ocasião histórica para o exercício da soberania popular através do voto.

Os brasileiros sabem que as armas de fogo estão matando cada vez mais. A cada 15 minutos, no Brasil, uma pessoa é morta por arma de fogo. Suas principais vítimas são os jovens. Isto é fato.

Pesquisa feita pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo aponta que 265.975 pessoas foram mortas por disparos durante a década de 90. Mais de 90% das vítimas de tiros são homens entre 15 e 29 anos, indicando um aumento, no período estudado, de 52%. Em 2003, segundo o Ministério da Saúde do Brasil, 70,8% das mortes por causas externas registradas foram provocadas por ferimentos com arma de fogo. Os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com internações de vítimas de armas de fogo somam milhões. Um volume de recursos financeiros e dedicação dos trabalhadores do SUS que certamente poderiam estar sendo destinados a promover a vida e saúde.

Desarmar porque... hoje em dia, as armas pequenas e as leves são as mais usadas na destruição em massa. Milhares de pessoas morrem por causa de armas pequenas usadas em conflitos, crimes e outras formas de violência, além de suicídios e acidentes.

Desarmar porque... o uso de armas de fogo está fora de controle. Estima-se que milhões de armas pequenas estejam em circulação, incluindo revólveres, rifles automáticos, granadas, submetralhadoras e pistolas. Armas pequenas são fáceis de adquirir, seja de forma legal ou ilegal, são fáceis de esconder, de usar e difíceis de controlar. As conseqüências podem ser vistas todos os dias nos jornais e telejornais. Homens, mulheres e crianças ficam na linha de fogo em favelas, ruas e escolas. Adolescentes e jovens são os que correm o maior risco e os homens estão mais vulneráveis que as mulheres.

Desarmar porque... a presença constante das armas mudou a natureza da violência. Tensões inevitáveis entre marginais e polícia se transformaram em guerrilhas e conflitos banais (tais como brigas de trânsito ou discussões conjugais) culminaram em tragédias irreversíveis. As ruas são palcos de batalhas para gangues urbanas.

Desarmar porque... reduzir e controlar a quantidade de armas é o recurso mais eficiente para diminuir os números de mortos e feridos da violência armada. A arma de fogo não é a causa, mas um dos principais instrumentos para a prática da violência em conflitos e no crime.

Desarmar porque... arma de fogo é muito mais um perigo do que uma proteção, aumentando o risco de mortos e feridos e criando uma falsa sensação de segurança. Comparado ao uso para auto-defesa, uma arma guardada em casa aumenta as chances: em quatro vezes de atingir uma pessoa acidentalmente; em sete vezes de ser usada em assaltos ou homicídios; e em 11 vezes de ser usada em tentativas de suicídios Até mesmo os policiais, que são treinados para manusearem armas, estão sob o risco de terem suas armas usadas contra eles próprios. Além disso, o uso da arma de fogo para resistir a um assalto na verdade aumenta as chances da vítima ser baleada ou morrer.

Desarmar porque... nenhuma guerra, declarada ou não, será resolvida ou evitada caso não haja um esforço conjunto para controlar e limitar a proliferação das armas.

Faça uma avaliação criteriosa de seu posicionamento sobre o assunto e vote conforme sua consciência lhe indicar.

A Diretoria

Experiência sem Valor???

Cerca de mil idosos participaram, do baile da terceira idade que encerrou a festa a São Vicente de Paulo, na Cidade Vicentina em Jundiaí. Nesta idade a vida deveria ser um mar de alegrias!....

Hoje, apesar de viver mais, graças aos avanços tecnológicos o idoso tem de conviver com outra faceta destes avanços das ciências e tecnologias, totalmente contrária e contraditória em relação ao aumento de sua expectativa de vida.

Sua sabedoria, sua vivência e sua experiência, adquiridas ao longo de toda uma trajetória de vida, já não interessam à construção e ao desenvolvimento do país, na medida em que estão supostamente superadas por tudo o que há de mais moderno na era das informações.

Foi nesse contexto que surgiu a preocupação em normatizar os comportamentos, tanto públicos quanto particulares, que envolvam o idoso, criando-se o Estatuto do Idoso. O ideal seria que o ordenamento jurídico nem precisasse regrar aquilo que é interesse indiscutível de todos, parte indissociável da sensibilidade do ser humano, como é o respeito aos mais velhos. Infelizmente, a normatização do respeito aos idosos é uma imperiosa necessidade, uma vez que a falta de valores educacionais e morais além da força do egoísmo têm transformado os mais velhos em reféns de todo tipo de abusos.

O Estatuto do Idoso, ainda pouco praticado no Brasil representa um avanço no modo como nossa sociedade vê seus idosos, garantindo direitos e estipulando deveres para melhorar a vida dos brasileiros com mais de 60 anos, conferindo ao idoso ampla proteção jurídica para usufruir direitos da civilização sem depender de favores, sem amargurar humilhações e sem pedir para existir. Simplesmente viver como deve ser a vida em uma sociedade civilizada: com dignidade.

Entretanto, a prática nos mostra que ainda temos um longo caminho pela frente para que o Estatuto seja aplicado e respeitado na íntegra.

A Diretoria

Propinoduto

Uma sucessão de equívocos vem marcando a ação do comando petista na crise do propinoduto, montado para perpetuar o Partido dos Trabalhadores no poder! Uma bela e complexa maracutaia engendrada pelos neopoderosos de plantão. Este PT inimaginável passou como um trator sobre tudo aquilo que outrora o definia; começou pela ética e renegou seu passado em muitas outras áreas também.

Acuado e perdido no meio da pesada crise que gerou, o PT tira do governo a competência que demonstrou durante anos de oposição, decretando sua falência e um grave problema para país que fica em estado de espera.

Mas, é justamente isso que diferencia este escândalo de outros tantos que cobrem as páginas dos jornais e o tempo dos telejornais. Até então, os jogos de corrupção visavam tão somente enriquecer, sem muito esforço, os detentores do poder e da economia, levando na onda os parentes e amigos, enquanto para os inimigos bastava invocar a Lei.

A corrupção tem sido endêmica no nosso país desde sua “inauguração”, mas este jogo que vemos agora é outro e seu objetivo seria o de manter no poder o partido que levou 25 anos para chegar ao Planalto. Um golpe silencioso!

O golpe foi exposto, mas o perigo não passou. Agora que o partido que se forjou em duas décadas de oposição sistemática foi testado e revelou-se igual aos demais, as opções para os brasileiros comuns parecem esgotadas. Por isso o grande perigo que corremos é a instalação da descrença generalizada com a política, o que pode conduzir a população, no próximo pleito, a deixar-se seduzir por qualquer esperto aventureiro populista disponível no mercado.

Para evitar outra tragédia eleitoral como a de 1990 é imperioso que não nos deixemos vencer pela falta de confiança, assumindo uma atitude passiva, consolidando a idéia de que todos os políticos são iguais e que nada podemos fazer.

Podemos sim, dispomos de meios para falar, opinar, tecnologias digitais que podem formatar métodos interativos de gestão, maior acesso às informações e até decisões. Podemos conversar com amigos, parentes, estimulando a discussão de idéias e fazendo propostas dentro de ONGs. Podemos e devemos analisar os candidatos nas próximas eleições e tentar escolher aqueles que nos pareçam decentes e comprometidos com a sociedade.

Sabemos que precisaremos de tempo para depurar os quadros políticos, os gestores públicos e escolher com sabedoria o governo, que deve ser exercido de forma transitória e não permanente como desejava o PT. Permanente deve ser o Estado, gerenciado por técnicos a serviço da sociedade. Podemos e vamos alcançar este objetivo.

A Diretoria

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Cardápio 2005

O cardápio para 2005 não tem sido moleza para a área sindical. O ano tem está agitado para o movimento, que mais uma vez se vê obrigado a respirar fundo e partir para enfrentar mais uma luta.

Desde 2004, vários golpes têm sido programados para atingir os trabalhadores, através da reforma sindical proposta pelo Fórum Nacional dos Trabalhadores. O mais nefasto veio com a portaria 160, que limitava a arrecadação das contribuições confederativa e assistencial somente aos sindicalizados.

Convocados à luta, os sindicalistas deixaram de lado suas diferenças, unindo-se todo o movimento sindical, para reverter o quadro assustador que se apresentava. A vitória contabilizada com a criação do decreto legislativo 1225/04, que sustou a portaria. Mas a ofesiva para enfiar a reforma sindical goela abaixo do trabalhador, continua firme e forte, por parte do governo federal. A PEC 369 veio confirmar isto e embora o governo tenha feito um recuo estratégico, não significa que tenha desistido de seu intento.

Portanto, é bom relembrar que o modelo de sociedade na qual vivemos hoje, tende a desvalorizar o papel do trabalho, através de ofensivas sistemáticas aos direitos dos trabalhadores. Só nossa união poderá permitir a manutenção dos direitos já adquiridos e a reivindicação de melhores condições sociais e isto só pode ser conquistado através do fortalecimento das categorias trabalhadores. Um dos meios mais eficazes para este fortalecimento é a busca incessante de novos associados, pois, um sindicato é forte, quando tem representatividade.

Além disso, o trabalhador precisa estar consciente de que o Sindicato é um instrumento legal e efetivo de luta pela conquista de maiores salários, valorização profissional e melhores condições de trabalho; o Sindicato participa de campanhas e negociações, de reivindicações dos trabalhadores, negociando os acordos e convenções coletivas de trabalho, que beneficiam todos os empregados EAA.
E, não é só, o Sindicato mantém seus associados bem informados sobre os acontecimentos relacionados aos trabalhadores, mantém assistência Jurídica, Odontológica, possui inúmeros convênios com os mais diversos serviços etc.

“Sindicalizar é construir uma entidade respeitada, respaldada em uma forte organização local, em torno de uma relevante agenda negocial e de um pacote de serviços que assegure uma eficaz representação sindical ao conjunto de trabalhadores".

Estamos na luta!

A Diretoria

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Ao Pé da Orelha

Este é um espaço interativo entre o Seaac de Jundiaí e os trabalhadores EAA da região!
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